quarta-feira, fevereiro 25, 2026

É possível fazer o plantio direto do milho em área de capim? Especialista responde

O sistema de Integração Lavoura-Pecuária (ILP) é a estratégia de ouro para quem busca otimizar a área e aumentar a rentabilidade.

Respondendo ao produtor Silas Vasconcelos, de Montes Claros (MG), o zootecnista e especialista em nutrição de ruminantes Tiago Felipini afirma que é perfeitamente possível realizar o plantio direto de milho sobre a pastagem sem perder o capim.

O segredo, segundo o especialista, reside na técnica da “supressão”, onde o herbicida é usado para paralisar o crescimento da forrageira temporariamente, e não para eliminá-la.

Confira:

Preparo da área e manejo prévio

Antes de entrar com as sementes de milho, o ambiente precisa estar preparado para o plantio direto, garantindo a integridade do maquinário e a uniformidade da lavoura.

  • Limpeza e rebaixamento: a área deve estar livre de tocos, pedras e cupinzeiros. O pasto atual precisa estar bem rebaixado, preferencialmente pelo gado, para facilitar a deposição da semente no solo.
  • Obstáculos: qualquer barreira física pode quebrar as linhas da plantadeira, causando falhas no estande do milho e prejudicando o aproveitamento da área.

O Jogo dos herbicidas: suprimir sem matar

Este é o coração da estratégia para não perder o pasto. O objetivo é aplicar uma subdosagem de herbicida para que o capim “durma” enquanto o milho se estabelece.

  • Controle de rebrota: aplica-se uma dose baixa no pré-plantio para paralisar o capim. O milho deve “vencer a corrida”, crescendo rápido para sombrear a gramínea e evitar a competição por luz e nutrientes.
  • O risco da dosagem: se a dose for alta demais, você mata o pasto e terá terra nua após a colheita. Se for baixa demais, o capim vira “mato” e abafa a produção de milho.

A “safrinha de carne” no pós-colheita

Uma das maiores vantagens desse sistema é o aproveitamento total da área após a retirada do grão ou da silagem.

  • Pasto pronto: assim que o milho é colhido, o capim que estava “anestesiado” sob a palhada recebe luz e volta com força total.
  • Rapidez de uso: com umidade residual no solo, em cerca de 30 dias após a colheita, o pasto já costuma estar pronto para o gado. É o benefício direto de ter uma pastagem estabelecida sem o custo de uma nova reforma.

Dica extra para o norte de Minas

Em regiões como Montes Claros, o clima exige cautela. Se o pasto atual estiver degradado, Tiago Felipini sugere plantar o capim juntamente com o milho (no adubo ou na cobertura). Isso renova o vigor da pastagem com o custo operacional pago pela lavoura.

Fornecer DDG puro ao gado traz algum risco?

O DDG (Distillers Dried Grains ou Grãos Secos de Destilaria), subproduto do milho oriundo das usinas de etanol, consolidou-se em 2026 como o "queridinho" da nutrição animal no Brasil.

Respondendo ao produtor Getúlio Viana, de Poxoréu (MT), o zootecnista e especialista em nutrição de ruminantes, Tiago Felipini, alerta que, embora seja um insumo de alto desempenho, o seu uso exige rigor técnico. Fornecer o produto de forma isolada pode transformar a economia em um prejuízo fatal.


POR QUE NÃO FORNECER DDG PURO?

Embora seja rico em proteína e energia, o DDG possui características químicas que impedem seu uso como dieta única.

Durante o processamento industrial do etanol, o enxofre acaba se concentrando no grão. O consumo excessivo de enxofre pode causar a Polioencefalomalácia (PEM), uma doença neurológica gravíssima que afeta o cérebro do animal, levando à morte rápida.

O produto é naturalmente rico em fósforo e pobre em cálcio. O fornecimento puro causa um desequilíbrio na relação Cálcio:Fósforo, resultando em problemas ósseos e cálculos urinários, especialmente em machos.

A SUBSTITUIÇÃO ESTRATÉGICA

O DDG não deve ser a base total, mas sim um substituto inteligente para outros componentes da ração:

- Substituto da soja: ele substitui com excelência o farelo de soja como fonte de proteína, geralmente com um custo por ponto de proteína muito mais atrativo no Centro-Oeste.

- Substituto do milho: graças ao seu teor de óleo e fibra digestível, ele pode substituir parte do milho moído. Como o amido já foi fermentado na usina, o DDG ajuda a prevenir a acidose ruminal, mantendo o pH do estômago do boi mais estável.

VANTAGENS DO USO CORRETO

Quando formulado por um nutricionista para compor uma dieta equilibrada, o DDG entrega benefícios claros:

- Redução do custo da arroba: em regiões como o Mato Grosso, a arroba produzida com este coproduto é significativamente mais barata.

- Palatabilidade: o gado possui ótima aceitação ao produto, o que favorece o consumo no cocho.

- Segurança ruminal: a fibra do DDG é altamente digestível, o que permite formular dietas de alta energia com menor risco metabólico para o rebanho.

O DDG é uma ferramenta extraordinária para aumentar sua margem de lucro, mas exige precisão. A dica de ouro de Tiago Felipini é: sempre que o insumo representar mais de 20% da matéria seca da dieta, monitore os níveis totais de enxofre (incluindo o da água de bebida) para evitar intoxicações.

---

FONTE: Giro do Boi - Canal Rural
URL: https://girodoboi.canalrural.com.br/pecuaria/gestao-na-propriedade/fornecer-ddg-puro-ao-gado-traz-algum-risco/

TAGS: confinamento, custo da arroba, DDG, enxofre, mato grosso, nutrição de ruminantes, subprodutos do milho, tiago felipini

quarta-feira, fevereiro 18, 2026

É possível fazer o plantio direto do milho em área de capim? Especialista responde

O sistema de Integração Lavoura-Pecuária (ILP) é a estratégia de ouro para quem busca otimizar a área e aumentar a rentabilidade. Respondendo ao produtor Silas Vasconcelos, de Montes Claros (MG), o zootecnista e especialista em nutrição de ruminantes Tiago Felipini afirma que é perfeitamente possível realizar o plantio direto de milho sobre a pastagem sem perder o capim.
O segredo, segundo o especialista, reside na técnica da “supressão”, onde o herbicida é usado para paralisar o crescimento da forrageira temporariamente, e não para eliminá-la. Confira:

Preparo da área e manejo prévio

Antes de entrar com as sementes de milho, o ambiente precisa estar preparado para o plantio direto, garantindo a integridade do maquinário e a uniformidade da lavoura.
  • Limpeza e rebaixamento: a área deve estar livre de tocos, pedras e cupinzeiros. O pasto atual precisa estar bem rebaixado, preferencialmente pelo gado, para facilitar a deposição da semente no solo.
  • Obstáculos: qualquer barreira física pode quebrar as linhas da plantadeira, causando falhas no estande do milho e prejudicando o aproveitamento da área.

O Jogo dos herbicidas: suprimir sem matar

Este é o coração da estratégia para não perder o pasto. O objetivo é aplicar uma subdosagem de herbicida para que o capim “durma” enquanto o milho se estabelece.
  • Controle de rebrota: aplica-se uma dose baixa no pré-plantio para paralisar o capim. O milho deve “vencer a corrida”, crescendo rápido para sombrear a gramínea e evitar a competição por luz e nutrientes.
  • O risco da dosagem: se a dose for alta demais, você mata o pasto e terá terra nua após a colheita. Se for baixa demais, o capim vira “mato” e abafa a produção de milho.

A “safrinha de carne” no pós-colheita

Uma das maiores vantagens desse sistema é o aproveitamento total da área após a retirada do grão ou da silagem.
  • Pasto pronto: assim que o milho é colhido, o capim que estava “anestesiado” sob a palhada recebe luz e volta com força total.
  • Rapidez de uso: com umidade residual no solo, em cerca de 30 dias após a colheita, o pasto já costuma estar pronto para o gado. É o benefício direto de ter uma pastagem estabelecida sem o custo de uma nova reforma.

Dica extra para o norte de Minas

Em regiões como Montes Claros, o clima exige cautela. Se o pasto atual estiver degradado, Tiago Felipini sugere plantar o capim juntamente com o milho (no adubo ou na cobertura). Isso renova o vigor da pastagem com o custo operacional pago pela lavoura.

terça-feira, novembro 18, 2025

Fazenda Santa Rosa | Consultoria Alcance Rural — Vacas no pasto e manejo profissional

Acompanhe de perto o trabalho realizado na Fazenda StaRosa com apoio da consultoria Alcance Rural, mostrando manejo de vacas, qualidade de pastagens e boas práticas que aumentam produtividade e eficiência no campo.

📌 O que você vai ver neste vídeo:

Vacas da Fazenda Santa Rosa em manejo de qualidade

Pastagens bem manejadas

Acompanhamento técnico

Consultoria focada em resultados

Como melhorar a produtividade na pecuária

🌱 A Alcance Rural atua com consultoria especializada para propriedades rurais de todo o Brasil, oferecendo orientação em manejo, nutrição, pasto, estratégias de produção e resultados reais no campo.

🔗 Conheça mais no site: https://alcancerural.com.br

👍 Deixe seu like
💬 Comente o que achou
🔔 Inscreva-se para mais conteúdos do agro

sexta-feira, novembro 14, 2025

Expedição Mitsubishi Triton Katana: fazenda transforma recria a pasto em modelo de eficiência

Expedição Mitsubishi Triton Katana na Fazenda Santa Ofélia
Fazenda transforma recria a pasto em modelo de eficiência. Foto: Reprodução/Giro do Boi.

A Expedição Mitsubishi Triton Katana visitou a Fazenda Santa Ofélia, em Selvíria, Mato Grosso do Sul, para documentar um notável modelo de eficiência na recria a pasto.

A propriedade, da família Arantes, é um exemplo de como a combinação de tradição e alta tecnologia transformou a pecuária intensiva. A fazenda se destaca por atingir índices gigantescos de lotação e manter uma recria rápida e eficiente durante todo o ano.

A grande virada na história da fazenda ocorreu no final da década de 1990, com a implantação do sistema de irrigação. Isso permitiu a integração Lavoura-Pecuária (ILP) e a exploração máxima do potencial produtivo da terra.

O sistema utiliza pastagens adubadas e irrigadas, garantindo o máximo potencial no primavera-verão e permitindo manter lotação elevada também no inverno.

Confira o vídeo

Tecnologia e gestão da recria intensiva

O foco da Fazenda Santa Ofélia é a recria intensiva. Os animais chegam com peso entre 240 e 270 kg e são levados até 360 ou 400 kg, prontos para o confinamento.

  • Estratégia de lotação: a fazenda busca utilizar ao máximo o potencial das pastagens irrigadas. No inverno, quando a lotação cai naturalmente, o uso de feno ajuda a manter o número de cabeças.
  • Manejo: animais mansos, pesados mensalmente para acompanhamento do desempenho.

O produtor Sérgio Arantes destaca que a caminhonete — como a nova Mitsubishi Triton Katana — é uma ferramenta de trabalho indispensável para acompanhar de perto todo o manejo da fazenda.

Mitsubishi Triton Katana na Fazenda Santa Ofélia
Mitsubishi Triton Katana na Fazenda Santa Ofélia. Foto: Divulgação.

O legado pioneiro da família Arantes

A Fazenda Santa Ofélia tem raízes na expansão da pecuária no cerrado do Mato Grosso do Sul. A família Arantes foi pioneira na abertura da região e na adoção da braquiária. Hoje, o sistema de produção é um ciclo contínuo de tecnologia e aprimoramento.

Crédito da reportagem: Giro do Boi / Canal Rural

quinta-feira, novembro 06, 2025

Fazenda Cristalina — Breu Branco/PA

Fazenda Cristalina | Gestão e Manejo de Pastagens em Breu Branco - PA

PASTO FORTE, GADO FORTE! 🚜

Fazenda Cristalina — Breu Branco/PA

Descrição do projeto

Acompanhe o case da Fazenda Cristalina, em Breu Branco - PA, onde mostramos como a gestão técnica e o manejo de pastagens transformaram a produção e a eficiência do sistema de pecuária de corte.

  • ✅ Recuperação de pastagens
  • ✅ Manejo rotacionado planejado
  • ✅ Correção e adubação de solo conforme análise
  • ✅ Acompanhamento nutricional e manejo do rebanho

O resultado: pasto vigoroso, gado mais saudável e maior produtividade. A pecuária moderna exige técnica, constância e acompanhamento — e este projeto mostra o retorno dessa abordagem.


📍 Local: Breu Branco — Pará | Consultoria: Tiago Felipini Consultoria Agropecuária | Blog: tiagofelipiniconsultoria.blogspot.com

quarta-feira, novembro 05, 2025

Desenvolvimento de Pastagem e Pecuária Sustentável – Fazenda em Arapoema/TO

Hoje compartilhamos um pouco do trabalho realizado em uma propriedade no município de Arapoema, Tocantins, uma região marcada por terras férteis, clima favorável e grande potencial para pecuária de corte.

As imagens abaixo mostram o resultado de um manejo de pastagens bem estruturado, com foco em recuperação de áreas, adubação e planejamento de pastejo rotacionado. É possível observar:

  • ✅ Formação vigorosa de capim
  • ✅ Rebrota uniforme após o ciclo de pastejo
  • ✅ Lotação bem distribuída no piquete
  • ✅ Ambiente equilibrado e com boa disponibilidade de forragem

O sistema adotado permite maior eficiência na produção de arrobas por hectare, garantindo:

  • ✔️ Melhor aproveitamento do pasto
  • ✔️ Ganho de peso mais rápido e constante
  • ✔️ Preservação do solo e da fertilidade
  • ✔️ Redução de custos com suplementação

A integração entre gestão, planejamento e acompanhamento técnico transforma propriedades e impulsiona a produtividade com sustentabilidade.

Nosso objetivo é sempre extrair o máximo potencial de cada área, com responsabilidade ambiental, tecnologia e foco em resultados.


Hashtags recomendadas

#Pecuária #AgroBrasil #PecuáriaDeCorte #PecuáriaDeLeite #AgroÉTech #AgroÉTudo #Campo #ProdutorRural #GestãoRural #AgroInovação #Bovinocultura #Agropecuária #AgroDigital



#PecuáriaDeCorte #PecuáriaSustentável #ManejoDePastagens #PastoRotacionado #ArapoemaTO #TocantinsAgro #AgroBrasil #GadoDeCorte #FormaçãoDePastagens #ProduçãoDeArrobas #ConsultoriaAgro #VidaNoCampo